Minha relação com a Maquiagem: Como tudo não começou…

Eu e a minha mãe Celina em uma foto linda por Sr. & Sra Photography.

Esta é uma série de posts nos quais vou contar para vocês sobre a minha história, e a minha relação com a maquiagem, espero que se divirtam!

Neste primeiro post, no qual conto a história de como tudo não começou na minha vida de maquiadora 😀 😀

Eu nasci em 1987, a mais velha e única menina entre três irmãos. Minha mãe tinha 24 anos quando nasci, meu pai 31 anos. Lembro que na minha infância brincava de bonecas, alguns jogos com o meu irmão do meio, brincadeiras todas muito simples. Eu gostava de arrumar as bonecas, sempre gostei de roupas, mas nesta época, nunca mostrei interesse algum por maquiagem, ponto.

Escolhi o final de semana deste dia das mães para falar sobre isso, pois a minha não relação com a maquiagem (e a atual super relação) tem muito a ver com ela. Minha mãe sempre foi muito vaidosa e bem cuidadosa com a própria beleza, lembro dela usar cremes para o rosto e perfumes, lembro da revistinha “do” Avon (é como minha mãe fala até hoje, rs), e do famigerado batom! Sim, o cosmético mais amado pela mulher brasileira sempre foi parte do ritual de “se arrumar para sair” da minha mãe, até hoje. E sempre cores claras, cremosas, cintilantes, nunca vi minha mãe usar batom vermelho por exemplo, ela diz que não gosta, enfim.

Como eu era a única menina, minha mãe tentava me arrumar como ela, penteava meu cabelo, passava perfume e… o batom. Era uma tortura! Ela passava, eu tirava, ou ela vinha com ele na mão, eu saía correndo, não adiantava. Festa junina, podia passar o blush chinelada (minha mãe tinha aquele carmim, me lembro muito bem!), fazer as pintinhas, mas nada de batom! Acho que às vezes ela ficava meio desapontada, pois todas as meninas da minha família usavam um batonzinho; já eu não queria passar nem manteiga de cacau no frio.

Não me lembro quando foi que ela desistiu, mas teve uma hora que ela aceitou, parou de insistir, e deixou a situação acontecer, e funcionou não é (afinal hoje sou Makeup Artist)?

A verdade é que eu me achava uma criança estranha usando batom, aquela não era eu. E eu também tinha muita vergonha de chamar a atenção (sempre quis ser invisível, mas esta é outra história). E eu não me achava preparada. Eu me desenvolvi muito rápido, minha menarca aconteceu quando eu tinha nove anos, e na minha cabeça o batom confirmava que eu era uma mocinha quase mulher, que eu não queria ser e não me via sendo.Assim, eu só queria ser criança, e não via a maquiagem como uma forma de brincadeira, para mim era um universo adulto que eu não queria habitar naquele momento.

E por isso eu agradeço minha mãe, pois mesmo sem compreender, ela me deu este tempo, ela me ensinou os primeiros passos sobre a beleza, e me ensinou mais ainda quando deixou que eu escolhesse quando colocar as lições em prática. Obrigada Mãe, eu te amo!

Agora você deve estar pensado “ok, então quando começou o seu interesse por maquiagem?”. Bem, esta relação está muito ligada com o início da adolescência, a influência das amizades e aquela necessidade de sentir-se parte do grupo… Mas eu continuo no próximo post 😉

Beijo!